Você já ouviu falar no Setembro Amarelo?
Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. O dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha de conscientização acontece durante o ano todo. Pelo quarto ano consecutivo a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM organiza a nível nacional a Campanha Setembro Amarelo. Sabe do que se trata e a importância de sua divulgação? Falar sobre o assunto é o primeiro passo para evitar que o ato extremo de tirar a própria vida seja concretizado.
Mitos e tabus que envolvem o Suicídio acabam favorecendo que a temática seja jogada debaixo do tapete por vergonha, medo e receio de não ser compreendido. Ainda existe dificuldade em reconhecer que as doenças do corpo e da mente podem levar pessoas à morte; compreender que uma pessoa com depressão, fragilizada ou envolvida em situações que ela encara como devastadoras, tire a própria vida num ato de extremo desespero é muito mais difícil, mesmo nos dias atuais. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer e a cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil. O dado é alarmante e coloca o país na 8ª posição no ranking mundial. A depressão encabeça a lista de fatores que motivam a prática, seguido de abuso de drogas e álcool, além de questões interpessoais, como violência sexual, violência doméstica e bullying.
O Suicídio tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não percebem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas; segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta. O diálogo é um mecanismo, de grande importância, para a desconstrução da temática e, assim, gerar compreensão em relação às pessoas que sofrem de algum tipo de transtorno mental, pois os preconceitos relacionados às questões de saúde mental são inúmeros. É fundamental estar atento ao fato de que familiares, amigos, redes de relacionamentos e grupos de apoio são um suporte fundamental nos processos de prevenção. No entanto, dividir as dores emocionais com alguém em quem se possa confiar não substitui os tratamentos médico e psicológico que são os mais adequados e eficazes para prevenir o suicídio.
A FANEB conta com uma profissional de psicologia, localizada no NAPS; utilizem o setor sempre que acharem necessário! Saiba mais sobre a temática: http://www.abp.org.br/setembroamarelo.
Realização: NAPS/FANEB
Psicóloga Fabiana Andrade (CRP – 19/1362).